segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Olá पेद्रो,
Olá Pedro,
Eu li o blog da professora, e respeito a posição dela. Ela tem o direito de pensar assim. Uma paulistana, formada em Direito. Doutora. Não é fácil para uma pessoa como ela ter um presidente nordestino e que não possui curso superior. Ela que tem proficiência em inglês. Morou nos Estados Unidos e ter um nordestino como presidente?
Títulos pra muita gente faz muita diferença, sobretudo, em um país onde apenas 9% da população concluiu o ensino superior. Principalmente, para uma pessoa, que pode como muitos outros paulistanos, pensar em nordestinos como uma sub-raça e como a vergonha do país. Mas, de onde saiu um homem corajoso, inteligente e que não baixou a cabeça, nem encolheu os ombros ou gaguejou diante de sulistas, americanos e/ou europeus.
Sabe, porque foi assim que nós, nordestinos, fomos educados, educados para encolher e recolher-se diante dos “lá de baixo” ou dos “lá de fora”.
Ela votou no PT por que não acreditava que ele chegaria ao poder.
Um nordestino, que expandiu as universidades brasileiras, criou campus, escolas federais técnicas, concursos para professores, o REUNI. Pobres e negros com direito à universidade? E Lula exibe sua falta de estudo como troféu?
Ela diz que o país não sofreu com a crise mundial por conta dos empregos informais, por que vivemos de informalidade, que é isso?
A popularidade de Lula é reconhecida e notória, mas não por que ele deu "esmolas aos coitados",expressão da professora, mas pela importância que ele deu, em seu governo, às questões sociais.
Com todo respeito
Graça Barros
Eu li o blog da professora, e respeito a posição dela. Ela tem o direito de pensar assim. Uma paulistana, formada em Direito. Doutora. Não é fácil para uma pessoa como ela ter um presidente nordestino e que não possui curso superior. Ela que tem proficiência em inglês. Morou nos Estados Unidos e ter um nordestino como presidente?
Títulos pra muita gente faz muita diferença, sobretudo, em um país onde apenas 9% da população concluiu o ensino superior. Principalmente, para uma pessoa, que pode como muitos outros paulistanos, pensar em nordestinos como uma sub-raça e como a vergonha do país. Mas, de onde saiu um homem corajoso, inteligente e que não baixou a cabeça, nem encolheu os ombros ou gaguejou diante de sulistas, americanos e/ou europeus.
Sabe, porque foi assim que nós, nordestinos, fomos educados, educados para encolher e recolher-se diante dos “lá de baixo” ou dos “lá de fora”.
Ela votou no PT por que não acreditava que ele chegaria ao poder.
Um nordestino, que expandiu as universidades brasileiras, criou campus, escolas federais técnicas, concursos para professores, o REUNI. Pobres e negros com direito à universidade? E Lula exibe sua falta de estudo como troféu?
Ela diz que o país não sofreu com a crise mundial por conta dos empregos informais, por que vivemos de informalidade, que é isso?
A popularidade de Lula é reconhecida e notória, mas não por que ele deu "esmolas aos coitados",expressão da professora, mas pela importância que ele deu, em seu governo, às questões sociais.
Com todo respeito
Graça Barros
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O QUE PRETENDE A MÍDIA COMERCIAL
A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Lएओनर्दो Boff
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso"pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais" onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como "famiglia" mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) "a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)".
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de "fazedores de cabeça" do povo. Quando Lula afirmou que "a opinião pública somos nós", frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
Lएओनर्दो Boff
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso"pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais" onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como "famiglia" mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) "a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)".
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de "fazedores de cabeça" do povo. Quando Lula afirmou que "a opinião pública somos nós", frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
José Saramago, meu mais novo blogueiro
Esperanças e utopias, palavras ditas de uma só vez. Em um só parágrafo com 36 linhas, Saramago, o ilustre nobel da literatura, e que tenho a honra agora de poder linká-lo ao meu blog, estilosamente, abre seu Caderno de Saramago para nos fazer refletir sobre as nossas relações. Especificamente, trago para as nossas relações civis. Conseguimos, depois de muita luta, impor a nossa vontade, no que diz respeito à escolha de nossos representantes executivos e legislativos. Tanto que no dia 05/10, próximo, iremos escolhê-los com a esperança de que durante os próximos 4 anos realizem aquilo que prometeram nas campanhas. Essa esperança e paciência que incomodam tanto a Saramago, também incomodam a outros, pois, o que acontece é que nos deixamos levar pelo conformismo impingido pela religiosidade tão fortemente arraigada em nós e pelo receio de perdermos aquilo que enganosamente pensamos que temos, que são os bens de consumo. E que por isso, pacientemente e com a esperança de que aquele que foi ruim, agora com as graças de Deus, melhore, ou aquele, que não sabemos se fede ou se cheira, resolva assumir um lado e também ser abençoado por Deus e de verdade trabalhar para e pelo povo. Doutrinados somos por uma lei maior que nos impede que nos rebelemos e impacientemo-nos em favor de nós mesmos.
sábado, 27 de setembro de 2008
Participação no Simpósio Hipertexto
Participar do Simpósio Hipertexto e Tecnologia na Educação, na UFPE, foi muito bom. Experimentamos tantas sensações. Ouvimos coisas novas, coisas velhas. Reencontramos pessoas, encontramos outras. Outros ares, outros cheiros. E o que ficou? Da palestra do Prof. Theo Van Leeuwen Introduci interpretadas ng Social Semiotcs ficou a experiência de se trabalhar com a fotografia enquanto objeto simbólico. Que as fotos sejam no sentido mais genérico e imprimindo idéias conceituais da contemporaneidade. Já para Moodle ficou que ele é um Ambiente de Aprendizagem que oferece oportunidades de interação e interatividade e que por conta dele possibilidades pedagógicas estão sendo pensadas e experimentadas por muitos. Todavia, ficou clara que os papéis do formador e do mediador são indispensáveis para que o Moodle seja efetivamente operacionalizado como ambiente sociointeracionista. Quanto à Web 2.0, esta, com seus dispositivos, permite o compartilhamento completo na Web. Conceito de colaboração que, segundo a profª Ana Beatriz, converge para o pensamento de Cabo e Pardo (2007) sobre as formas de aprender: aprender fazendo, aprender interativamente, aprende buscando e aprender compartilhando. O tema Acessibilidade à informação e seus reflexos na educação nos permitiu pensar sobre o letramento, enquanto práticas sociais, e na aplicação e geração das NTICs, práticas sociais, que fazem emergir os múltiplos letramentos. O debate sobre Autoria e plágio na era digital sugere novos olhares e novas práticas de ensino, visto que estamos tratando com práticas novas, portanto, refletir sobre e encontrar a causa dos problemas constitui em desafios para a docência.
Participar deste Simpósio, portanto, foi um achado de preciosidades, a exemplo do Grupo de Chorinho da Escola Aplicação e UFPE.
Participar deste Simpósio, portanto, foi um achado de preciosidades, a exemplo do Grupo de Chorinho da Escola Aplicação e UFPE.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Para principiante
Pode parecer que não, mas atuar não é uma tarefa fácil. Intervir no processo, mudar os rumos das histórias podem exigir do sujeito atitudes que podem ser interpretadas como egoístas, quando se estar pensando apenas em sua projeção pessoal, mas pode ser compreendida como um ato de altruísmo, quando a ação resulta num bem coletivo. Este é o valor da pesquisa, da investigação, que são procedimentos planejados e sequenciados que consistem em ações para a execução de um projeto, cujos resultados geram conhecimento original. Com este pensamento me inscrevo como pesquisadora, ora oficial, porque o olhar inquietante do pesquisador sempre fez parte do meu perfil. Mas, agora entendendo que com o compromisso da responsabilidade social, o sujeito atual, modificando hábitos e costumes ou o perfil do sujeito ou local que recebe o impacto.
O pesquisador percorre o caminho da observação, o que lhe confere aprofundar sua pesquisa, da coleta de dados, o que substancialmente, lhe permitirão refutar ou confirmar suas suspeitas. O pesquisador analisará, confrotará, comparará ou descreverá fenômenos que podem apontar para novos olhares.
Portanto, reconhecemos a importancia, nesse processo, do sujeito-pesquisador que tem a chance de contribuir para as transformações sociais, conquistando, dessa forma, a sua autonomia intelectual.
O pesquisador percorre o caminho da observação, o que lhe confere aprofundar sua pesquisa, da coleta de dados, o que substancialmente, lhe permitirão refutar ou confirmar suas suspeitas. O pesquisador analisará, confrotará, comparará ou descreverá fenômenos que podem apontar para novos olhares.
Portanto, reconhecemos a importancia, nesse processo, do sujeito-pesquisador que tem a chance de contribuir para as transformações sociais, conquistando, dessa forma, a sua autonomia intelectual.
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