segunda-feira, 29 de setembro de 2008

José Saramago, meu mais novo blogueiro

Esperanças e utopias, palavras ditas de uma só vez. Em um só parágrafo com 36 linhas, Saramago, o ilustre nobel da literatura, e que tenho a honra agora de poder linká-lo ao meu blog, estilosamente, abre seu Caderno de Saramago para nos fazer refletir sobre as nossas relações. Especificamente, trago para as nossas relações civis. Conseguimos, depois de muita luta, impor a nossa vontade, no que diz respeito à escolha de nossos representantes executivos e legislativos. Tanto que no dia 05/10, próximo, iremos escolhê-los com a esperança de que durante os próximos 4 anos realizem aquilo que prometeram nas campanhas. Essa esperança e paciência que incomodam tanto a Saramago, também incomodam a outros, pois, o que acontece é que nos deixamos levar pelo conformismo impingido pela religiosidade tão fortemente arraigada em nós e pelo receio de perdermos aquilo que enganosamente pensamos que temos, que são os bens de consumo. E que por isso, pacientemente e com a esperança de que aquele que foi ruim, agora com as graças de Deus, melhore, ou aquele, que não sabemos se fede ou se cheira, resolva assumir um lado e também ser abençoado por Deus e de verdade trabalhar para e pelo povo. Doutrinados somos por uma lei maior que nos impede que nos rebelemos e impacientemo-nos em favor de nós mesmos.

sábado, 27 de setembro de 2008

Participação no Simpósio Hipertexto

Participar do Simpósio Hipertexto e Tecnologia na Educação, na UFPE, foi muito bom. Experimentamos tantas sensações. Ouvimos coisas novas, coisas velhas. Reencontramos pessoas, encontramos outras. Outros ares, outros cheiros. E o que ficou? Da palestra do Prof. Theo Van Leeuwen Introduci interpretadas ng Social Semiotcs ficou a experiência de se trabalhar com a fotografia enquanto objeto simbólico. Que as fotos sejam no sentido mais genérico e imprimindo idéias conceituais da contemporaneidade. Já para Moodle ficou que ele é um Ambiente de Aprendizagem que oferece oportunidades de interação e interatividade e que por conta dele possibilidades pedagógicas estão sendo pensadas e experimentadas por muitos. Todavia, ficou clara que os papéis do formador e do mediador são indispensáveis para que o Moodle seja efetivamente operacionalizado como ambiente sociointeracionista. Quanto à Web 2.0, esta, com seus dispositivos, permite o compartilhamento completo na Web. Conceito de colaboração que, segundo a profª Ana Beatriz, converge para o pensamento de Cabo e Pardo (2007) sobre as formas de aprender: aprender fazendo, aprender interativamente, aprende buscando e aprender compartilhando. O tema Acessibilidade à informação e seus reflexos na educação nos permitiu pensar sobre o letramento, enquanto práticas sociais, e na aplicação e geração das NTICs, práticas sociais, que fazem emergir os múltiplos letramentos. O debate sobre Autoria e plágio na era digital sugere novos olhares e novas práticas de ensino, visto que estamos tratando com práticas novas, portanto, refletir sobre e encontrar a causa dos problemas constitui em desafios para a docência.
Participar deste Simpósio, portanto, foi um achado de preciosidades, a exemplo do Grupo de Chorinho da Escola Aplicação e UFPE.



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Para principiante

Pode parecer que não, mas atuar não é uma tarefa fácil. Intervir no processo, mudar os rumos das histórias podem exigir do sujeito atitudes que podem ser interpretadas como egoístas, quando se estar pensando apenas em sua projeção pessoal, mas pode ser compreendida como um ato de altruísmo, quando a ação resulta num bem coletivo. Este é o valor da pesquisa, da investigação, que são procedimentos planejados e sequenciados que consistem em ações para a execução de um projeto, cujos resultados geram conhecimento original. Com este pensamento me inscrevo como pesquisadora, ora oficial, porque o olhar inquietante do pesquisador sempre fez parte do meu perfil. Mas, agora entendendo que com o compromisso da responsabilidade social, o sujeito atual, modificando hábitos e costumes ou o perfil do sujeito ou local que recebe o impacto.
O pesquisador percorre o caminho da observação, o que lhe confere aprofundar sua pesquisa, da coleta de dados, o que substancialmente, lhe permitirão refutar ou confirmar suas suspeitas. O pesquisador analisará, confrotará, comparará ou descreverá fenômenos que podem apontar para novos olhares.
Portanto, reconhecemos a importancia, nesse processo, do sujeito-pesquisador que tem a chance de contribuir para as transformações sociais, conquistando, dessa forma, a sua autonomia intelectual.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Neste São João tem arrasta-pé...

Este São João em Campina Grande foi um dos melhores. Muitos turistas, muito movimento, muita gente bonita, muitas vendas. Portanto, um Sucesso. Eu, claro, me diverti muito, mesmo tendo comparecido ao Parque do Povo, ou Sítio São João, ou Açude Novo algumas vezes. Mas me encantei com tanta gente se divertindo.
Todavia, dois dias me chamaram a atenção, neste São João, o dia do show de Flávio José e Alcymar Monteiro e o último dia (este, eu não fui, só fiquei sabendo), com o show da banda Calcinha Preta. Flávio José com sua sanfona, acompanhada da zabumba, pandeiro, triângulo e outros instrumentos, cantou o amor tendo a lua malandrinha observando meu cenário de amor, cantou a vida com tareco e mariola, cantou a mulher saudade já tem nome de mulher só pra fazer do homem o que bem quer...
Alcymar Monteiro, não menos acompanhado, cantou nossa gente ver os pegá de boi/Andar nas vaquejada/Dormir ao som do chocalho/E acordar com as passarada/Sem rádio e sem notícia/Das terra civilizada. Alcymar, ainda cantou o amor Ela nem olhou pra mim, ela nem olhou pra mim/ Quando fui na euforia coração de alegria/ gritou mais que um bandolim/ chegou feito uma princesa coroada de beleza/ e nem se quer olhou pra mim.
Já Calcinha Preta cantou, pelo seu próprio repertório, sua própria banda É da Calcinha que eu gosto/ Carrego no coração/ Inverno ou verão estou esperando você/ É da Calcinha que eu gosto. Cantou também a juventude Eu me amo demais/eu não perco um forrozão/eu adoro vaquejada/vivo a vida com emoção/o meu bolso é minha guia/ a bebida é a razão/ sou um cara apaixonado/por mulher e boi no chão. Por último, Calcinha Preta canta o amor, dentre tantas composições que falam do amor, Eu vou fazer um leilão/quem dá mais pelo meu coração?/ estou a beira da loucura/ninguém mais me segura/estou fora da sua vida/ eu já fui...

Comparar esses shows, não posso, mas posso questionar a qualidade da musicalidade e das composições apresentados nestes shows. Enquanto Flávio José e Alcymar Monteiro cantam nossos costumes, vivências, convivências, relações, amores, dizendo letras trabalhadas, no mínimo primando pela originalidade.Calcinha Preta como Cavaleiros do Forró, Limão com Mel, Saia Redonda e tantas outras cantam a mesma coisa, ou qualquer coisa, basta botar dançarinos semi-nus e dizer que o "Amor é lindo!"
Se estou parecendo preconceituosa, eu sinto muito. Mas estou cansada dessa cultura descartável, massificada. Não sabemos mais quem somos ou o que somos. Fico pensando: o que as futuras gerações vão pensar, ou mesmo, vão dizer desta? Talvez, esperar que jovens de outras regiões como os da banda Fala Mansa não deixem morrer a nossa cultura.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Sugestão de leituras

Pessoal, segue abaixo sugestão de leitura para quem gosta da área lingüística. aproveitem!


Antunes, Irandé Costa. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo, Parábola, 2005. (Na Ponta da Língua, 13)

Antunes, Irandé. Aula de português; encontro & interação. São Paulo, Parábola, 2003. (Série Aula, 1)

Batista, Antônio Augusto Gomes. Aula de português; discurso e saberes escolares. São Paulo, Martins Fontes, 1997.

Bortoni-Ricardo, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolingüística na sala de aula. São Paulo, Parábola, 2004. (Lingua[gem], 4)

Bortoni-Ricardo, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolingüística e educação. São Paulo, Parábola, 2005. (Lingua[gem], 11)

Britto, Luiz Percival Leme. A sombra do caos; ensino de língua X tradição gramatical. Campinas, Associação de Leitura do Brasil (ALB)/Mercado de Letras, 1997. (Leituras no Brasil)

Bronckart, Jean-Paul. Atividades de linguagem, textos e discursos; por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo, Educ, 1999.